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Saúde ocular da mulher exige atenção por alterações hormonais

  • Foto do escritor: Vera Moreira Comunicação
    Vera Moreira Comunicação
  • 31 de mar.
  • 2 min de leitura

A oftalmologista Dra. Regina Cele, especialista em catarata e glaucoma, alerta que diversas doenças oculares têm maior incidência ou impacto nas mulheres, seja por fatores hormonais, maior predisposição a doenças autoimunes ou pela própria longevidade.


Entre as condições mais frequentes está a síndrome do olho seco, especialmente associada a alterações hormonais na perimenopausa, pós-menopausa e ao uso de anticoncepcionais. O estrogênio e a progesterona influenciam diretamente a produção lacrimal, a superfície ocular e até a pressão intraocular.

“Muitas mulheres relatam ardência, sensação de areia nos olhos e visão flutuante — sintomas que não devem ser ignorados”, explica Dra. Regina Cele.

As doenças autoimunes também merecem atenção especial. Mulheres apresentam maior predisposição a condições como Síndrome de Sjögren, Lúpus Eritematoso Sistêmico, Artrite Reumatoide e Doença de Behçet, que podem causar inflamações oculares importantes, como esclerites e uveítes.

“O sistema imunológico hiperativo é mais comum no sexo feminino e pode comprometer seriamente a saúde ocular se não houver diagnóstico precoce”, alerta.

Outra condição frequente em mulheres é a oftalmopatia de Graves, associada a distúrbios da tireoide. A doença pode provocar olhos saltados (proptose), visão dupla, inflamação orbitária e ressecamento intenso. Além disso, a enxaqueca com aura visual, bastante prevalente em mulheres em idade fértil, pode causar alterações visuais transitórias e até perda temporária da visão.


Com o avanço da idade, cresce também o risco de doenças como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), cuja prevalência é maior entre mulheres devido à maior expectativa de vida. No caso do glaucoma, embora a incidência seja semelhante entre os sexos, as mulheres representam um percentual mais elevado de cegueira, possivelmente também em razão da longevidade.


Durante a gestação, alterações hormonais podem provocar mudanças refrativas temporárias e, em alguns casos, progressão do ceratocone (visão embaçada, astigmatismo irregular, sensibilidade à luz e diplopia).

“Menstruação, gravidez e menopausa são fases que impactam diretamente a resposta inflamatória ocular, a produção lacrimal e a pressão intraocular”, explica a especialista.

Cuidar da saúde dos olhos é parte essencial do autocuidado feminino.


A oftalmologista reforça que a prevenção e o acompanhamento regular com o especialista são fundamentais para preservar a visão ao longo da vida.

 

Vera Moreira/ Assessora de Imprensa da Dra. Regina Cele (11) 3253-0729 e 99989-6217 (WhatsApp) – veramoreira@veramoreira.com.br

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