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Mercado de loteamentos coloca habitação no centro da agenda eleitoral

Foto do escritor: Vera Moreira Comunicação
Vera Moreira Comunicação
há 2 minutos
2 min de leitura

Os números do mercado de loteamentos no Estado de São Paulo no primeiro semestre de 2026 colocam a habitação e o planejamento urbano novamente no centro da agenda pública.


Levantamento realizado pela AELO – Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano, em parceria com a BRAIN Inteligência Estratégica e o Secovi-SP, mostra um mercado que enfrenta desaceleração nos lançamentos, mas mantém demanda por terrenos, evidenciada pelo desempenho das vendas.


O levantamento acompanha o desempenho do setor em 81 municípios paulistas e evidencia a dimensão e a diversidade do mercado de loteamentos no Estado. No mercado paulista, o loteador está lançando menos, mas os produtos disponíveis continuam encontrando demanda. A recuperação das vendas no segundo trimestre, especialmente, pode ser um sinal de que o mercado mantém potencial, ainda que condicionado a decisões mais cautelosas sobre novos lançamentos, localização, preço e perfil dos empreendimentos.


Para a AELO, os números reforçam que a discussão sobre habitação não pode ficar restrita ao volume de unidades produzidas. É necessário criar condições para que municípios, Estado e União tenham políticas de habitação e desenvolvimento urbano capazes de transformar demanda em oferta regularizada, com infraestrutura, planejamento e segurança jurídica.


A entidade defende que as políticas de habitação estejam claramente contempladas nos planos de governo do Executivo, com orçamento, metas e mecanismos de execução, enquanto cabe ao Legislativo aperfeiçoar as leis e fiscalizar sua aplicação. Ao Judiciário, compete assegurar a correta aplicação das normas e a segurança jurídica necessária para que investimentos de longo prazo possam ser realizados.


“O Poder Judiciário tem que tratar da aplicação correta da lei. O Poder Legislativo tem que fiscalizar o Executivo e o Judiciário. E o Poder Executivo tem que executar de forma transparente o orçamento”, afirma Caio Portugal, presidente da AELO.

A agenda habitacional precisa ser tratada como uma política de Estado, e não apenas como uma promessa eleitoral.


“Essa eleição é fundamental para que tenhamos representantes excepcionais no Legislativo, porque será só através dele que poderemos devolver cada um dos Poderes à sua função”, ressalta.

A entidade também defende maior aproximação entre o setor produtivo e o poder público na construção das políticas urbanas e ambientais. Para Caio Portugal, a experiência acumulada pelo setor no diálogo com os municípios, especialmente na elaboração e revisão de planos diretores, demonstra que o desenvolvimento urbano exige participação técnica, diálogo institucional e previsibilidade regulatória.


“O setor produtivo precisa estar próximo do poder público na formulação das políticas urbanas e ambientais. Temos um histórico de diálogo com os municípios e sabemos que bons planos diretores são construídos com conhecimento técnico, participação e visão de longo prazo”, destaca Portugal.

 

Mercado mostra demanda, mas também desafios


Nesse cenário, a AELO avalia que ampliar a oferta de lotes urbanizados e legalizados deve fazer parte da estratégia de enfrentamento do déficit habitacional e de expansão ordenada das cidades. Para isso, políticas públicas precisam considerar não apenas o financiamento ao comprador, mas também solo urbano, infraestrutura, licenciamento, legislação, planejamento territorial e segurança jurídica.


“Habitação começa muito antes da construção da casa. Tudo começa com um lote. É preciso ter solo adequado, infraestrutura, legislação clara, aprovação eficiente e segurança jurídica. Sem essa cadeia funcionando, fica mais difícil transformar a necessidade de moradia em oferta efetiva”, conclui Caio Portugal.

 

Vera Moreira / Assessora de Imprensa da AELO (11) 99989-6217 - veramoreira@veramoreira.com.br

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