Reflexões do primeiro mês dos impactos da Reforma Tributária nas empresas
- Vera Moreira Comunicação

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A Reforma Tributária brasileira, embora já consolidada em seus pilares centrais, está em um estágio de transição e detalhamento que continuará a moldar o ambiente de negócios nos próximos anos. Para a advogada Silvania Tognetti, esse primeiro mês de 2026 mostrou que o desafio atual não é apenas discutir a eficiência do novo sistema, mas entender como cada setor será impactado na prática, especialmente o setor de serviços, que tende a ser um dos mais afetados pela mudança estrutural proposta.
Como destaca a Dra. Silvania Tognetti, “as empresas seguem ajustando seus sistemas para emitir adequadamente suas notas fiscais, olhando como seus fornecedores se adequam aos novos tributos e, principalmente, percebendo que a transição não será fácil.”
Segundo ela, mesmo com a aprovação dos textos principais da Reforma — que unificam tributos sobre consumo como ICMS, ISS, PIS e Cofins nos novos IBS e CBS — há lacunas relevantes que ainda precisam ser trabalhadas em regulamentação e, sobretudo, na análise das consequências para diferentes perfis de negócios.
“Essa observação está alinhada com um ambiente de incerteza regulatória em que as empresas precisam revisar as consequências tributárias de suas operações com cuidado para identificar impactos setoriais específicos”, destaca a advogada tributária e professora do Insper, Silvania Tognetti.
Em eventos corporativos com lideranças empresariais Dra. Silvania Tognetti alertou para a possibilidade de aumento da carga tributária “disfarçado” dentro da nova sistemática, quando considerado um setor em especial ou uma empresa específica. A junção de bens e serviços na base de cálculo dos novos tributos, por exemplo, pode penalizar setores que historicamente já operam com margens estreitas e menor capacidade de transferir custos ao consumidor.
“Há anos tenho falado que a Reforma Tributária é uma reforma de negócios, que mexe com toda a cadeia dos clientes – do fornecedor ao consumidor”.
Para ela, a Reforma Tributária não é apenas uma agenda técnica de simplificação: é uma transformação estrutural do ambiente de negócios, que redefinirá previsibilidade fiscal, competitividade setorial e forma de competição no mercado brasileiro. Essa transformação, na visão de Tognetti, exige que as empresas dialoguem ativamente com seus tributaristas, revisem seus modelos operacionais e antecipem cenários tributários possíveis, antes mesmo da fase final de regulamentação e de implementação efetiva das novas regras.
A reflexão de Silvania Tognetti destaca, nesse início de 2026, que a Reforma Tributária está em curso, mas os detalhes práticos ainda são decisivos para os impactos finais nos negócios. Há motivo de cautela, sobretudo no setor de serviços, que pode enfrentar maiores desafios em comparação à indústria. A efetiva transição para o novo modelo tributário já exige das empresas uma reavaliação estratégica de suas operações e planejamento tributário adequado às novas regras.
Silvania Tognetti - sócia do Tognetti Advocacia Tognetti Advocacia - www.tognetti.com.br
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